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Notícias

  13/03/2019 

Sindsaúde debate na AL os impactos da Reforma da Previdência na vida das mulheres

 
O encontro foi no evento Papo com Mulheres, realizado pela Assembleia Legislativa do Ceará, no Jardim da Unipace, nesta terça-feira, 12/03.
 
O Sindsaúde participou nesta terça-feira, 12/03, do evento Papo com Mulheres na Assembleia Legislativa. Tratou-se de um encontro de mulheres para debater sobre os impactos da reforma da Previdência na vida das mulheres. Esta foi a terceira edição do evento, coordenado pela presidente da Procuradoria Especial da Mulher, deputada Augusta Brito. O objetivo foi discutir o tema e articular uma pressão das mulheres no sentido de cobrar dos parlamentares federais que a tal reforma não seja aprovada.
 
Participaram dos debates além da presidente do Sindsaúde, Marta Brandão, as diretoras Marli Pereira, Daniele Nazário, Socorro Alves, Eugênia Brício, Miriza do Nascimento e Jacinta.
 
A primeira-dama da AL, Natália Herculano, também participou do evento e ressaltou que o debate sobre a reforma tem de ser trazido para toda a população. “A reforma pode ser muito cruel, e a gente tem que estar alerta, cobrando inclusive dos nossos deputados federais”, afirmou. Já a psicóloga e diretora de comunicação da União Brasileira de Mulheres no Ceará (UBM), Gabriela Freitas, destacou que a reforma previdenciária também representa uma forma de violência contra as mulheres. “A gente morrer trabalhando também é uma violência contra a gente”, enfatizou. Ela relembrou uma série de direitos adquiridos pelas mulheres ao longo da história, como o direito ao voto feminino (em 1932) e ao divórcio (em 1977) e falou sobre a origem do Dia Internacional de Mulher – 8 de março. 
 
Já a presidente do Sindsaúde, Marta Brandão, ressaltou os impactos da reforma na aposentadoria das trabalhadoras rurais. Marta frisou que a PEC 6/19, em tramitação no Congresso Nacional, vai unificar a idade mínima para trabalhadores e trabalhadoras rurais, estabelecendo 60 anos de idade mínima e 20 anos de contribuição para recebimento do benefício. Hoje, não há obrigatoriedade de tempo de contribuição para trabalhadoras(es) rurais. Basta a comprovação de trabalho rural por no mínimo 15 anos.
 
“Se a gente for considerar a trabalhadora rural, que tem dupla jornada de trabalho – em casa e na roça –, que está exposta a uma atividade insalubre, que não tem direito a férias, não tem direito a décimo terceiro e, quando completa 50 anos de atividade laboral no campo, ela reduz a capacidade laboral, é muito mais agravante”, avaliou Marta Brandão, também citando as professoras como uma das categorias mais afetadas negativamente pela proposta da reforma.
 
A categoria das trabalhadoras da saúde do nível médio também é bastante afetada negativamente. Além do fim do abono do PIS/PASEP para quem ganha mais de um salário mínimo, a proposta de Reforma encaminhada pelo presidente Bolsonaro acaba com a Aposentadoria Especial, que possibilita que profissionais expostos a condições insalubres de trabalho se aposentem mais cedo com o benefício integral sem exigência de idade mínima. Na prática, isso pode significar pelo menos mais 10 anos de trabalho além do que é exigido pelas regras atuais.  
 
Fonte: AL-Ce
 
Com informações da Assessoria de Comunicação do Sindsaúde - Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Ceará
 
Última atualização: 14/03/2019 às 11:20:44
 
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