O Banquete do Prefeito de Fortaleza e a Marmita Vazia do Nível Médio: A Verdade sobre o Reajuste de 4,76%

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A Assembleia Geral dos servidores municipais de Fortaleza, realizada na manhã desta quarta-feira, 11 de fevereiro, acatou a proposta de reajuste da gestão Evandro. Mas não se engane: o aceite não foi um “obrigado”, foi uma estratégia de sobrevivência diante de uma gestão que parece ter alergia ao trabalhador de nível médio.

Enquanto o governo tenta pintar o acréscimo de 0,5% acima da inflação como “ganho real”, a conta no bolso de quem está no dia a dia dos postos e hospitais revela uma realidade cruel.

A Matemática da Humilhação
Vamos falar de números reais. Para a imensa base do nível médio, que tem o salário base na casa dos R$ 1.323,00, esse “grande reajuste” de 4,76% representa apenas R$ 62,97 a mais.

Já os ACS E ACE, é importante deixar algo muito claro: terão reajuste, sim. Mas isso não é concessão da Prefeitura. Não é bondade da gestão.
É cumprimento de legislação federal que garante o piso nacional dessas categorias.

Prefeito, complementa meu almoço?

O preconceito da gestão com o nível médio fica escancarado no vale-alimentação. É inadmissível que o servidor da saúde continue condenado ao valor de R$ 17,00.
— Reajuste no auxílio-refeição: 0%.
— A pergunta que não cala: onde se almoça com dignidade em Fortaleza pagando apenas 17 reais?
Manter esse valor congelado é um tapa na cara. É dizer, com todas as letras, que a nutrição de quem trabalha na linha de frente não é prioridade para esta prefeitura. O prefeito parece acreditar que o servidor de nível médio faz fotossíntese.

Além disso, o “Muro de Berlim” da gestão municipal continua erguido:
— A alíquota de 14% do IPM continua garfando o pouco que sobra.
— O limite de apenas duas consultas no IPM Saúde ignora as necessidades básicas de quem cuida da cidade.
— A falta de isonomia na carga horária gera uma injustiça gritante para quem cumpre as mesmas funções.

A Luta Continua: PCCS e Dignidade
O Sindsaúde Ceará deixa claro que precisamos seguir mobilizados pela reestruturação urgente dos PCCS da Saúde, do IJF e dos Agentes de Saúde (ACE e ACS). Não aceitaremos que esses planos fiquem na gaveta enquanto o servidor adoece por falta de perspectiva e valorização real.

Aprovado, mas sob protesto!
A categoria aprovou a proposta para garantir o retroativo a janeiro e não permitir que o pouco oferecido se perdesse no tempo. Mas o sentimento é de perplexidade e repúdio.

Prefeito Evandro, o nível médio não é invisível.

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