O Sindsaúde Ceará segue firme na Campanha Salarial 2026 do nível médio da saúde, representando os trabalhadores e trabalhadoras do setor filantrópico com responsabilidade, transparência e compromisso com a valorização profissional.
Na mesa de negociação, o sindicato apresentou uma reivindicação de reajuste salarial de 12%, percentual que considera a defasagem acumulada dos salários, o aumento do custo de vida e a necessidade de valorização de quem sustenta diariamente o atendimento à população.
Como resposta, o setor patronal apresentou uma proposta de reajuste geral de apenas 4,26% (correspondente ao IPCA de 2025) e de 6,50% para categorias com piso salarial definido.
O Sindsaúde reconhece que a apresentação desse percentual é resultado da pressão e da mobilização sindical, mas avalia que o índice ainda está abaixo do que os trabalhadores precisam e merecem, sendo insuficiente para recompor perdas e garantir valorização real.
Além do reajuste: direitos que também estão em disputa
A negociação não se limita ao percentual salarial. O Sindsaúde também levou à mesa a ampliação de pautas fundamentais para as condições de trabalho e para a dignidade profissional, entre elas:
🍽️ Alimentação no plantão
Defesa da melhoria do desjejum oferecido aos empregados que encerram sua jornada de trabalho em plantão noturno com acréscimo de proteína adequada ou fruta, garantindo melhores condições nutricionais durante a jornada de trabalho,
Além disso, o sindicato reivindicou a implantação do vale-alimentação, pauta que foi negada pelo setor patronal, sob a alegação de falta de recursos.
🌙 Repouso noturno
Proposta de ampliação do intervalo de descanso de 1 hora para 2 horas, especialmente para plantonistas noturnos, respeitando a organização das equipes e sem prejuízo à assistência aos pacientes.
👵 Acompanhamento de pais idosos
Defesa de cláusula que garanta a dispensa do trabalho, sem prejuízo da remuneração, em casos de atraso ou ausência do(a) trabalhador(a) para acompanhamento de pai ou mãe idosos em atendimentos ou consultas médicas, dentro do horário de trabalho, limitada ao equivalente a uma jornada diária por mês.
A proposta foi rejeitada pelo setor patronal, mesmo diante do envelhecimento da população e da necessidade de conciliar trabalho, cuidado familiar e dignidade humana, mas seguiremos na luta.
🩺 Piso da Enfermagem
Busca por um reajuste mais justo do salário base, que dialogue com a realidade do Piso da Enfermagem e promova valorização efetiva da categoria. A proposta apresentada pelos patrões foi de apenas 4,26%, evidenciando a intenção de manter a dependência do complemento financeiro nacional para o cumprimento do piso, sem compromisso com a valorização real no salário-base.
Nesse contexto, o Sindsaúde reforça a importância da luta pela PEC 19, que garante o reajuste do piso e a jornada de 30 horas semanais para a Enfermagem.
Como destaca o presidente do Sindsaúde Ceará, Quintino Neto:
“A PEC 19 é estratégica para garantir segurança jurídica, e valorização real da Enfermagem. Sem ela, o piso segue ameaçado por soluções provisórias que não atendem à categoria.”
Negociação exige vigilância e participação
O Sindsaúde Ceará segue na mesa de negociação, sem baixar a guarda, defendendo melhorias reais e uma convenção coletiva que respeite quem cuida da saúde todos os dias.
Onde há mobilização, há avanço.
A luta continua até que a proposta atenda às necessidades da categoria.










