Gestão local barrou escala construída coletivamente pelos trabalhadores e alegou que busca por apoio sindical foi o motivo para unidade ficar fora do projeto.
O Sindsaúde Ceará acionou oficialmente a Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza (SMS), por meio da Dra. Aline Gouveia, para denunciar e cobrar providências sobre graves problemas identificados na Unidade de Saúde Regina Severino. O que deveria ser um avanço na organização do trabalho tornou-se palco de condutas intimidatórias e descumprimento de direitos.
O Boicote ao Projeto Piloto
A unidade Regina Severino estava entre as indicadas para implementar o Projeto Piloto da SMS. Os profissionais, de forma proativa, construíram coletivamente uma escala de trabalho que supria as lacunas da unidade e garantia a cobertura total dos turnos. No entanto, a gestão local barrou a iniciativa.
O ponto mais crítico foi a justificativa utilizada: a gestora afirmou explicitamente que, pelo fato de os servidores terem buscado o apoio das entidades sindicais para mediar o processo, a unidade não mais implementaria o projeto. Essa postura, além de ser uma retaliação direta ao direito de organização dos trabalhadores, configura prática de assédio e tentativa de intimidação.
Despreparo Técnico e Descumprimento de Portarias
Em visita, o Sindsaúde também constatou que a coordenação da unidade demonstra desconhecimento de normativas básicas da própria SMS:
Educação Permanente: Servidores, especialmente os que possuem redução de carga horária, estão sendo impedidos de usufruir de suas horas de estudo por erro de interpretação das portarias vigentes.
Falsos Impeditivos: A gestão alegou a falta de um “documento oficial” para não iniciar o Projeto Piloto, informação que foi desmentida pelo Sindicato no ato, visto que tal exigência não existe nas diretrizes da Secretaria.
Intervenção Necessária
Diante do cenário, o Sindsaúde protocolou ofício solicitando que a SMS avalie uma mediação direta na unidade. Não podemos aceitar que o cotidiano dos trabalhadores seja prejudicado por diretrizes mal comunicadas ou distorcidas por posturas pessoais da gestão.
O Sindsaúde segue vigilante e à disposição da categoria no Regina Severino.









