Enquete do Sindsaúde: 91% da enfermagem apoia proposta de Otto Alencar que altera o texto da PEC 19 para avançar com base de cálculo em 36h e reajuste anual

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A mobilização da enfermagem em Brasília, com forte protagonismo do Sindsaúde Ceará, abriu um novo momento no debate sobre a PEC 19.

A pressão da categoria nas ruas foi fundamental para que o senador Otto Alencar apresentasse uma proposta no Senado: a redução da base de cálculo do piso salarial de 44 horas para 36 horas semanais, com garantia de reajuste anual.

❗ É importante deixar claro:
não se trata de benfeitoria. A proposta apresentada altera o texto original da PEC 19 e, segundo o próprio senador Otto Alencar, é hoje o caminho colocado dentro do Senado para que a pauta possa avançar.

⚠️ Também é fundamental destacar:
não se trata da jornada de trabalho, mas sim da base de cálculo do piso nacional da enfermagem.

Ou seja, as 36 horas propostas não significam a implementação da jornada de 36h. A luta histórica pela jornada de 30 horas semanais segue como uma das principais bandeiras da categoria.

Além disso, entidades nacionais da enfermagem já se posicionaram e têm acordo em torno da proposta, compreendendo que, no cenário atual do Congresso, ela representa um avanço possível neste momento.

Diante desse cenário, o Sindsaúde Ceará ouviu a base por meio de enquete que confirmou:

📊 91% defendem a proposta de 36h como base de cálculo do piso, com garantia de reajuste anual, como forma de avançar
📊 9% preferem manter, neste momento, a defesa exclusiva das 30 horas

O resultado aponta uma categoria consciente do momento político, que busca avanços concretos sem abrir mão da luta histórica.

Por outro lado, o piso salarial da categoria já acumula quatro anos de defasagem, o que aumenta a pressão por medidas que garantam ganhos reais no presente.

O Sindsaúde Ceará irá formalizar o resultado da enquete junto às entidades nacionais, reforçando o posicionamento da base cearense e contribuindo para a construção de uma posição unificada nas próximas etapas da tramitação.

Porque a luta não termina aqui.

Seguiremos pressionando no Senado, na Câmara e nas ruas até conquistar a valorização real da enfermagem, com piso digno e jornada justa.      

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