Anúncio feito pelo governador frustrou categoria, com previsão de pagamento do benefício só a partir de junho de 2018.
Uma comissão de dirigentes do Sindsaúde, acompanhada de representantes dos ACS do Estado, foi até a Assembleia Legislativa para buscar informações sobre o teor da mensagem anunciada pelo governador Camilo Santana na terça-feira, 12/12, durante bate-papo na internet. O governador anunciou que estava enviando naquele dia a mensagem instituindo o adicional de insalubridade dos ACS do Estado. Acontece que a mensagem, que ainda não chegou à AL, prevê o pagamento do benefício só a partir de junho de 2018, o que contraria a proposta apresentada pelo próprio governo à categoria em abril deste ano, que era implantar 10% já a partir de dezembro deste ano e os outros 10%(atingindo os 20%) a partir de maio de 2018.
A comissão, tendo à frente a presidente do Sindsaúde, Marta Brandão, visitou os gabinetes dos deputados Carlos Felipe, Moisés Braz e Elmano de Freitas, que se mostraram dispostos a atender as seguintes demandas apresentadas pelo Sindsaúde:
– Pressionar junto ao Poder Executivo para que seja reaberta a negociação;
– Que o teor da Mensagem seja repassado ao Sindsaúde de imediato; e
– Caso a mensagem chegue antes de uma nova negociação, sejam apresentadas emendas assegurando as mesmas condições da proposta apresentada à categoria no mês de abril passado.
Para a presidente do Sindsaúde, Marta Brandão, não é possível aceitar que praticamente um ano de negociações seja descartado em prejuízo da categoria. “As condições insalubres existem, isso é fato, mas os agentes de saúde seguem há anos sem receber o que é deles por direito. O Governo precisa reconhecer isso e dá aos agentes comunitários de saúde o valor que eles merecem” – concluiu.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Sindsaúde – Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Ceará












