
Além da liberação para uso de máscaras descartáveis, a unidade de saúde voltou a destinar espaço adequado para repouso dos profissionais.
O caso foi denunciado pelo Sindsaúde em setembro passado à Promotoria de Justiça do Estado. Na ocasião, dirigentes sindicais realizaram protesto em frente à unidade de saúde, quanto uma encenação teatral denunciou com humor os desmandos da gestão do Instituto de Técnica e Gestão Moderna – ITGM, que passou a administrar a UPA neste mesmo mês. O material ganhou repercussão na imprensa e nas redes sociais.
O resultado veio rápido. Na semana seguinte, as máscaras estavam liberadas e um mês depois, os trabalhadores passaram a receber adicional noturno, vale transporte, e tiveram de volta o espaço adequado com camas para repouso de uma hora, como prevê a convenção coletiva de trabalho. Os gestores da UPA também contrataram maqueiro e copeira, funções que vinham sendo exercidas por técnicos de enfermagem.
Para a presidente do Sindsaúde, Marta Brandão, a atuação da entidade sindical foi fundamental para barrar a retirada de direitos e o desrespeito com o trabalhador da saúde na UPA do Eusébio. “Foi uma vitória importante em um cenário de retrocessos”. Ela destaca que houve apoio da população e confiança dos profissionais na ação do sindicato. “Com este resultado, reforçamos a importância do sindicato na luta pelos direitos dos profissionais da saúde”- concluiu.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Sindsaúde – Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Ceará












