ACS e servidores marcham ao Palácio da Abolição

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A avenida que dá acesso ao Palácio da Abolição, sede do Poder Executivo do Ceará, foi tomada por uma multidão vestida de branco, na manhã desta quarta-feira (19). Com muita garra e ousadia, cerca de 200 agentes de saúde e servidores de nível médio da saúde do Estado realizaram mais uma marcha rumo ao Palácio para cobrar a pauta de greve.

Durante a marcha, os manifestantes animaram-se com as canções da bandinha, falações no carro de som, apitos, palavras de ordem e todas as “armas” de que foi possível lançar mão.

Chegando ao Palácio, os grevistas organizaram-se nos jardins para mais uma manhã de concentração da greve que já dura 39 dias.

“Estamos aqui novamente para cobrar as promessas do governador, que não pode continuar desrespeitando os servidores e agentes de saúde”, disse Teresa Neuma Siqueira, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Ceará (Sindsaúde).

No último dia 5, o governador do Ceará, Cid Gomes, prometeu aos trabalhadores que atenderia às reivindicações em janeiro de 2013. Contudo, as categorias não se sentem seguras antes que um compromisso seja assinado, definido com clareza. Assim, o governador se comprometeu a marcar reunião para depois do dia 17 de setembro, porém, até agora o compromisso não foi agendado.

Contente com a mobilização, o secretário de Políticas Sociais, Esporte e Lazer da Central dos Trabalhadores/as do Brasil, Carlos Rogério Nunes, parabenizou trabalhadores e sindicato. “Quando a gente vê uma categoria se manifestando dessa forma, participando ativamente da greve, é porque a direção do sindicato está fazendo um trabalho que realmente reflete o que os trabalhadores querem”, afirmou.

Veja o registro fotográfico na nossa galeria.

Pauta

Os servidores de nível médio da saúde do Ceará lutam lado a lado com os agentes de saúde vinculados ao Estado. Os servidores demandam reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e gratificação por plantões aos finais de semana (atualmente pago apenas para o nível superior). Já os agentes de saúde reivindicam adicional de insalubridade e extensão da licença maternidade para seis meses.