Coagido a trabalhar em condições precárias, trabalhador denuncia assédio moral e pede rescisão indireta

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O que você faria se o teu patrão te colocasse pra trabalhar em um ambiente assim? E atenção ao detalhe: a sua missão é digitalizar, sozinho, documentos médicos acumulados por mais de 20 anos. Parece irreal, mas é verdade. Esse cenário de filme de terror existe e está nos fundos do Hospital São Vicente, em Fortaleza. 


 



 


O auxiliar administrativo Danilo Nascimento(foto abaixo) trabalhava desde setembro de 2013 na Santa Casa de Misericórdia, até que em julho deste ano, decidiram que ele deveria ser encarregado de uma missão impossível: digitalizar, sozinho, documentos hospitalares acumulados em mais de vinte anos. 


Ao todo, são cerca de 8.500 caixas de documentos como prontuários médicos que ele teria que digitalizar se quisesse continuar trabalhando. O que já era ruim ficou ainda pior quando Danilo chegou ao novo ambiente de trabalho: um lugar sujo nos fundos do Hospital São Vicente, também administrado pela Santa Casa,  que poderia ser facilmente cenário para um filme de terror. Uma sala empoeirada, cheia de insetos, sem ventilação adequada, sem água pra beber, cercada de lixo, mato e sucata de veículos e equipamentos hospitalares. Foi impossível continuar. Danilo denunciou a situação ao Sindsaúde e ingressou com pedido de rescisão indireta para tentar preservar os seus direitos, com verbas rescisórias, indenização do aviso prévio, multa de 40% do FGTS além do seguro desemprego. Uma audiência na 2ª Vara do Trabalho está marcada para o dia 05/10. 


 


O Sindsaúde repudia todo tipo de assédio e segue firme na luta pela valorização e respeito do trabalhador da saúde. 


 


Com informações da Assessoria de Comunicação do Sindsaúde – Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Ceará