Gestão detecta número de terceirizados da saúde acima do necessário

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Permanece o impasse em torno da situação dos 5,3 mil funcionários de saúde da Prefeitura de Fortaleza terceirizados pelo Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Apoio à Gestão em Saúde (IDGS). Apesar de ainda não bater o martelo sobre o futuro dos contratos do instituto, a secretária de Saúde do Município, Socorro Martins, afirma que já foi detectada uma sobrecarga no número de servidores contratados para determinadas ações da gestão.

“Existe um número muito maior de funcionários do que o necessário em algumas ações que eles estão realizando”, diz. Atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) faz análise dos contratos do instituto, responsável pela mediação dos terceirizados da Prefeitura na área de saúde e com folha de pagamento de mais de R$ 9 milhões mensais.

De acordo com Socorro Martins, a SMS ainda não sabe como irá proceder com relação aos contratos com o instituto. “Mantemos as reuniões e devemos anunciar uma decisão ainda no começo dessa semana. Não há qualquer prejuízo para os serviços, pois o contrato com o IDGS vale até o início de fevereiro”, diz.

A secretária de saúde garante, no entanto, que a gestão deverá realizar concurso público para a área. “Isso (seleção pública) certamente irá existir, até porque foi um compromisso firmado pelo Roberto Cláudio durante a campanha. Mas a gente precisa ainda, nesse primeiro momento, avaliar como vai ficar essa questão dos terceirizados mediados pelo IDGS”, afirma.

Postos de saúde

Na manhã de hoje, o prefeito Roberto Cláudio (PSB) dá prosseguimento a sua rotina de visitas aos postos de saúde de Fortaleza, acompanhado da secretária de saúde do Município.

Dessa vez, serão visitados postos localizados no distrito cinco de saúde, nas proximidades dos bairros do Mondubim e do Conjunto José Walter.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Responsável por administrar os contratos de 5,3 mil terceirizados da saúde na Prefeitura, o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Apoio à Gestão em Saúde (IDGS) existe há quatro anos e moveu mais de R$ 200 milhões.