Hospitais não respeitam profissionais e põem clientes em risco!

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Apesar de pagar um valor alto para se ter um plano de saúde, não se pode dizer que você tenha a garantia de um atendimento seguro nos hospitais privados de Fortaleza: os clientes estão correndo risco de vida, pois os empregados são submetidos a jornadas exaustivas, prejudicando a qualidade do atendimento, inclusive com possibilidades de falhas humanas.

É o caso, por exemplo, do Hospital São Mateus, onde os empregados trabalham até 24 horas sem parar, pois são obrigados a dobrar o plantão.

No Hospital Monte Klinikum, os empregados trabalham até doze horas pelo hospital, vão em casa, trocam de roupa e voltam para trabalhar na mesma função, porém, por outra empresa. Ou seja: o Monte Klinikum é bonitinho por fora, mas, por dentro, é uma senzala.

O Hospital Antônio Prudente, do plano que se orgulha de ser o maior do Estado do Ceará, também não poupa os funcionários, obrigando-os a dobrar o plantão.

Como pode um funcionário, que cuida da vida dos outros, ter a sua própria vida submetida a condições desumanas?

Os problemas não param por aí: os hospitais privados não aceitam atestado médico (isso mesmo, trabalham com saúde, sabem que qualquer pessoa pode adoecer, mas essa regra não vale para os funcionários), não dispõem de local para repouso dos funcionários durante o plantão (o repouso é garantido por lei). Na Clínica Genesis, além de tudo isso, os funcionários têm de comprar água para beber!

Para completar, os salários são muito baixos e agora os patrões querem sugar até a última gota de sangue, instituindo o banco de horas, uma forma desleal de obrigar o/a trabalhador/a a fazer hora extra e não receber nada por isso. A prática de banco de horas, do jeito que é feita nos hospitais privados é totalmente ilegal, porque nossa Constituição Federal garante o pagamento das horas extras.

Caro e cara cliente, não seja cúmplice desse tratamento terrível dispensado aos funcionários que cuidam da sua saúde! Cobre do seu hospital boas condições de trabalho para os profissionais da saúde. Em última instância, isso garante a sua própria saúde.


A direção do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Ceará (Sindsaúde)