Márcio Izidoro – Um campeão no esporte e na vida

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Ele desafiou a vida e se reinventou para ser um vencedor.


 


Ele foi jogador de futebol profissional. Já defendeu em campo times como o Ferroviário, Quixadá e Calouros do Ar. Em 2003, um acidente de moto marcaria a sua vida para sempre. Nós estamos falando do técnico em segurança do trabalho, Márcio Izidoro, que hoje é também diretor de esporte, cultura e lazer do Sindsaúde. Márcio, que teve a perna amputada após o acidente, transformou a dor em força para superar os desafios e ser um vencedor.


 


Para encarar os novos desafios de frente, Márcio precisou se reinventar. A profissão de guarda-costas já não era possível e ele decidiu voltar a estudar. Contrariando os padrões estabelecidos, ele se formou técnico de segurança do trabalho, profissão que abraçou com muita determinação. 


 


Mas ainda era pouco. E mais uma vez, ele foi além. Márcio recebeu uma proposta para voltar a praticar esporte. Convidado a treinar natação e competir no esporte paraolímpico, ele encarou o desafio com coragem e confiança. Com um porte físico que não favorecia muito, com 1,87m de altura, Márcio foi incentivado a praticar modalidades do atletismo. Foi e gostou. Não apenas isso. Márcio se apaixonou e tornou-se um campeão em lançamento de dardos, arremesso de peso e lançamento de discos. Desde 2009, é campeão cearense nas três modalidades e já é destaque em competições nacionais, ficando em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro deste ano, tendo sido campeão norte-nordeste em 2010. 


 


Mas a alegria de vencer competições já não lhe bastava. Ele queria multiplicar essa alegria e mostrar que é possível vencer na vida, fazer planos, apesar das limitações. Foi assim que ele criou a Associação dos Deficientes do Estado do Ceará, ADDECE, que atua desde 2009, socializando deficientes físicos através de esportes como o atletismo, a natação, o basquete de cadeira de rodas e o futebol de amputados. 


 


Márcio usa o seu exemplo como sopro de esperança na vida de outros que, como ele, sofreram mutilações e passaram a conviver com mais limitações na vida. “A minha meta hoje não é acumular títulos e sim mostrar que é possível superar os desafios e as limitações. Hoje, eu sei que é possível ir longe, dar sentido para a vida, apesar das perdas. Eu me tornei mais confiante e sou muito mais feliz. Quero levar essa alegria para os outros que sofrem o mesmo que eu sofri. Mesmo com as dificuldades, nós podemos vencer!” – afirma. 


 


Sempre bem humorado e confiante, Márcio deixa um recado: “Quando ver um deficiente na rua, não dê esmola, dê o número do meu telefone. Eu vou querer ajudar a mudar a vida dele.”


 


Com informações da Assessoria de Comunicação do Sindsaúde – Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Ceará