Nenhum direito a menos: ato em Fortaleza pede revogação de MPs que reduzem direitos dos trabalhadores

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Representantes de centrais sindicais e sindicatos de diversas categorias realizaram um ato na manhã dessa quarta, 28, em frente à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/CE), em Fortaleza. A manifestação foi parte do Dia Nacional de Lutas, puxado por seis centrais sindicais – CTB, CUT, Força Sindical, CGT, CNST e CSB, e tem como objetivo dizer ao governo federal que a classe trabalhadora condena as medidas provisórias 664 e 665, que reduzem uma série de conquistas trabalhistas.


A presidente do Sindsaúde Ceará, Marta Brandão, lembrou que o governo Dilma teve apoio do movimento social, que acreditava que o novo governo seria positivo principalmente para a relação entre governo e trabalhadores. No entanto, não é isso que se vê agora. “As medidas provisórias são um retrocesso e os sindicalistas vão reagir. Essa atividade é pra sinalizar não abriremos mãos dos nossos direitos. Nenhum direrito a menos é nosso recado”, disse Marta Brandão.



“Ganhou um projeto popular, mas tem ‘tucano do bico roxo’ nos ministérios governo” disse o presidente da CTB Ceará, Luciano Simplício. “Estamos aqui para dizer que essa crise econômica que estão criando não ficará nas costas dos trabalhadores. Taxem as grandes fortunas, não os trabalhadores que impulsionam a economia”, discursou o sindicalista.


Também participaram do ato a Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal ( Fetamce), Sindicato dos Sapateiros, SindIcato dos Petroleiros do Ceará (Sindpetro CE/PI), CSP Conlutas, Sindjorce, SINTSEF/CE, Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários do Estado do Ceará ( SINTRO-CE) e Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB-CE), Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Ceará (Sindjorce) , dentre outras entidades.



 


O que muda com as medidas do governo Dilma



 


Fotos: Cristhyana Abreu e Jack de Carvalho