Profissionais da Coopen no Hospital César Cals seguirão com paralisações na segunda-feira (7)

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Após paralisarem atividades nesta sexta-feira (4), auxiliares e técnicos de enfermagem da Cooperativa dos Profissionais de Enfermagem (Coopen) lotados no Hospital Geral César Cals arrancaram do governo o compromisso de pagar os salários referentes a março. Contudo, inseguros quanto aos salários de abril, os trabalhadores iniciarão agenda de paralisações diárias a partir desta segunda-feira (7), das 7 às 9h.

De acordo com a Coopen, o atraso nos salários se deve a não renovação do contrato da cooperativa com o governo, que deve ocorrer a cada seis meses.

Apesar de ser um único contrato, tem datas de vencimento múltiplas. O hospital em que o contrato venceu primeiro foi o César Cals, ainda fevereiro, por isso o problema no pagamento do salário de março.

No Hospital Albert Sabin, Hospital do Coração e Hemoce, o contrato terminou no final de março, enquanto no Hospital Mental venceu em 16 de abril. No HGF, o vencimento está previsto para junho.

Os cooperados somam 68% dos profissionais dessas unidades. Para a secretária-geral do Sindicado dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindsaúde), Marta Brandão, isto é motivo de preocupação. “É uma força de trabalho fundamental para a Saúde pública no Ceará. Nosso medo é que a situação agora localizada no César Cals se espalhe pelos outros hospitais cujos contratos já terminaram, gerando um caos”, declara.

A sindicalista explica que anteriormente o problema não se manifestava porque os diretores dos hospitais providenciavam o pagamento dos salários dos cooperados após o final do contrato por meio de indenização. Desta vez, os gestores afirmam que não o farão mais, pois foram notificados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Audiência pública

Ainda no próximo dia 7 haverá audiência pública na Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública, às 10h, para debater o atraso nos salários, renovação do contrato com a Coopen e garantia de que os cooperados não sofrerão retaliações devido às paralisações.

Participarão da audiência a promotora de Justiça de Defesa da Saúde Pública, Isabel Porto, Secretaria de Saúde, Coopen, comissão composta por cinco cooperados e representante do Sindsaúde.