Servidores de Fortaleza – Prefeitura chama pra negociar mas não tem nada pra oferecer

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A reunião da mesa central de negociação do município, realizada nesta quarta-feira, 22/02, só serviu pra gestão tentar justificar as perdas de direitos já concretizadas por decreto.


 



 


A reunião durou mais de três horas e reuniu representantes de vários sindicatos e associações representativas dos servidores de Fortaleza. Na pauta, a regulamentação da lei do assédio moral, que deve ser regulamentada a partir de discussões envolvendo representantes da gestão e dos trabalhadores, que serão indicados pelos sindicatos e associações representativas da categoria. 


 


Mas o assunto de maior interesse dos servidores não estava na pauta e foi a presidente do Sindsaúde, Marta Brandão, quem iniciou a discussão sobre o reajuste salarial dos servidores de Fortaleza. O coordenador da mesa e secretário da administração do município,,Philipe Nottingham, afirmou que esse assunto só deverá ser tratado em maio, não deixando nenhuma garantia sequer de reposição salarial para cobrir as perdas com a inflação dos servidores.


 


Além de não oferecer nada para os servidores, o representante da prefeitura usou o tempo da reunião para tentar justificar a perda de direitos e os cortes que estão sendo realizados para reduzir as despesas do município, o que causou indignação às lideranças sindicais presentes. Para a presidente do Sindsaúde, Marta Brandão, é um absurdo que a prefeitura, por decreto, retire direitos dos trabalhadores, como a licença prêmio e licença especial, suspensas por até três anos(Decreto 13.960 de 2017) e o fim do auxílio alimentação para quem ganha mais de R$ 6.000,00(Decreto 13.958 de 2017) , e agora venha chamar os representantes da categoria para se explicar. “A prefeitura está alinhada ao governo federal golpista e nós precisamos resistir. Não vamos aceitar mais perdas de direitos”. – afirmou.


 


Diante desse resultado, o Sindsaúde agendou para esta quinta-feira, 23/02, às 15 horas, no auditório do Sindsaúde, uma reunião com sindicatos e associações representativas dos servidores municipais para definir os rumos da luta dos servidores contra a retirada de direitos e em defesa da reposição salarial. 


 


Com informações da Assessoria de Comunicação do Sindsaúde – Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Ceará