Servidores do HGF paralisam trabalho e pressionam governo por acordos

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Seguindo o exemplo dos companheiros do Hospital São José, Albert Sabin e Hospital do Coração, os servidores de nível médio do Hospital Geral de Fortaleza cruzaram os braços durante uma hora (das 7 às 8h), no dia 10/7. Junto com o Sindsaúde, eles cobraram do governo compromissos assumidos com a categoria em fevereiro e maio e ainda não cumpridos – reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e gratificações por plantões aos finais de semana.

Assim como nos demais hospitais do Estado, os servidores do HGF enfrentam sérios problemas de assédio moral e sobrecarga de trabalho.

Apesar de o governo Cid Gomes alardear investimentos no hospital, a situação dos servidores não sofre mudanças significativas. “Devido aos baixos salários, os servidores se matam de trabalhar para conseguir ganhar um pouco mais, adoecendo e negando-se a faltar ao trabalho, mesmo com atestado médico, para não perder a gratificação por produtividade”, denuncia a secretária geral do Sindsaúde, Marta Brandão.

De acordo com a sindicalista, o governo oferece salários muito baixos e complementa-os com gratificações, que acabam por “prender” o servidor a um ritmo de trabalho desumano e ainda dificultam a aposentadoria. “Quem vai se aposentar com salário base de R$300,00, que é o caso de vários servidores? Como esse trabalhador vai sobreviver? É por isso que precisamos urgentemente reestruturar o PCCS dos servidores de nível médio da Saúde”, afirma.

Veja as imagens da paralisação na nossa Galeria.

Participe do nosso calendário de paralisações:

12/7 – Hospital de Saúde Mental de Messejana

17/7 – Hospital Geral Dr. César Cals