Servidores do Hospital Mental cruzam os braços por PCCS e gratificações

2361

Mais um grupo de servidores de nível médio da Saúde do Estado mostrou a coragem da categoria. Hoje (12), os servidores do Hospital de Saúde Mental de Messejana paralisaram o trabalho das 7 às 8h.

Assim como os companheiros do Hospital São José, Albert Sabin, Hospital do Coração e HGF, eles reivindicam a reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e gratificações por plantões aos finais de semana.

Nas falas da diretoria do Sindsaúde e dos servidores era clara a indignação com o desrespeito do governo Cid Gomes. Por duas vezes, em fevereiro e maio, representantes do governo se comprometeram a atender a pauta dos servidores, chegaram a marcar data, mas ficou “o dito pelo não dito”, ou seja, nada foi cumprido.

O Hospital Mental é um exemplo da importância da reestruturação do PCCS. Há muitos servidores em idade próxima à aposentadoria, porém, não sabem como vão sobreviver depois de encerrar seus serviços à sociedade.

Isso porque o governo concede gratificações para complementar o salário base baixíssimo dos servidores – até menos de 300 reais –, mas a aposentadoria é calculada sobre o salário base.

“Com a reestruturação do PCCS poderemos reverter esse quadro. Como pode um trabalhador que dedicou a vida toda a cuidar das pessoas ficar desamparado quando mais precisa?”, questiona a diretora do Sindsaúde, Cristina Soares.

No próximo dia 17, ocorrerá a última paralisação do calendário puxado pelo Sindsaúde. Será no Hospital Geral Dr. César Cals.

Veja o registro da paralisação na nossa Galeria.

Leia mais:

Servidores do HGF paralisam trabalho e pressionam governo por acordos

Servidores do Hospital do Coração paralisam atividades

Em paralisação, servidores do Albert Sabin dão exemplo de coragem

Hospital São José: servidores cruzam os braços e reivindicam compromissos do governo