Sindicato queima Judas na porta da DASA contra salários irregulares

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No último dia 5, o Sindsaúde realizou dois atos na porta da DASA/LabPasteur. Um, no Harmony Medical Center, na Avenida Dom Luís, e outro no laboratório da Avenida Oliveira Paiva.

A intenção foi cobrar o cumprimento, por parte da empresa, da Convenção Coletiva 2012, que determina pisos salariais para funcionários do setor privado da Saúde.

A Convenção determina pisos para auxiliares e técnicos de laboratório de R$ 680,00 e R$ 720,00, respectivamente. No entanto, a DASA, apontada como o maior laboratório das Américas, passa por cima da lei, do sindicato e dos funcionários e paga apenas R$565,00, abaixo dos pisos e inclusive do salário mínimo, atualmente fixado em R$622,00.

“Para burlar a lei, a DASA criou uma profissão que não existe e, portanto, não tem piso regulamentado: a de auxiliar de coleta. O Sindsaúde demandou que a carteira de trabalho dos funcionários seja assinada como deve: auxiliar de laboratório ou técnico de laboratório, e assim a empresa cumpra tudo que determina a Convenção”, explica a secretária-geral do Sindsaúde, Marta Brandão.

Clientes correm perigo

Em nota, o Sindsaúde adverte aos clientes da DASA que todos os laboratórios contratam auxiliares e técnicos de laboratórios, profissionais preparados para exercer, com segurança, a profissão de colher e analisar o sangue.

“Esta empresa preocupa-se apenas com o lucro, prestando um serviço de qualidade duvidosa, pois a atividade de um laboratório exige o auxiliar e o técnico de laboratório. Este serviço tão essencial aos seres humanos não pode ser prestado por uma profissão criada ao sabor do lucro e em prejuízo, portanto, da qualidade”, alerta.

Além das manifestações na porta da DASA (a última foi realizada no dia 3/4), o Sindsaúde denunciou a conduta abusiva da empresa aos órgãos de fiscalização.