Terceirizados dos postos de saúde continuam paralisação

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O IDGS ainda não pagou o salário de 1.500 funcionários, lotados em postos de saúde da Capital

Os funcionários do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Apoio a Gestão em Saúde (IDGS), organização que presta serviços de saúde para a Prefeitura de Fortaleza, lotados em postos de saúde, vão continuar de braços cruzados até que o salário relativo a outubro seja pago.

A decisão foi tomada após uma manhã de manifestação em frente ao Paço Municipal, nesta quarta-feira (21). A Prefeitura não recebeu o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindsaúde), apenas telefonou informando que o pagamento dos cerca de 1.500 funcionários lotados nos postos de saúde da Capital sairia na tarde de hoje.

Em assembleia no próprio local, os funcionários do IDGS decidiram que continuarão a paralisação até que o salário seja pago e, se a Prefeitura não realizar o pagamento ainda hoje à tarde, haverá assembleia para deflagrar greve na sexta-feira (23), às 8h, em frente ao Paço Municipal.

Caso o pagamento seja feito, os trabalhadores voltarão aos postos de saúde imediatamente.

O IDGS pagou os salários dos funcionários lotados em hospitais do município, CAPES e Samu, entretanto, ainda não pagou os funcionários lotados em postos de saúde, que somam cerca de 1.500 trabalhadores/as.

A audiência que ocorreria amanhã (22) na Procuradoria Regional do Trabalho entre Sindsaúde, Prefeitura e IDGS foi desmarcada.

Mais problemas

Apesar de o foco da paralisação ser o atraso de salário, os funcionários já estão preocupados com o 13º salário, cuja primeira parcela deveria ter sido paga ontem (20) e com a permanência do próprio IDGS, diante do cenário de mudança de gestão municipal. Trabalhadores relatam ainda que estão com as férias vencidas.

Grande ato

Mesmo sob um sol escaldante, mais de 300 funcionários e funcionárias do IDGS foram ao Paço Municipal lutar pelo que é seu de direito: o salário de um mês inteiro trabalhado em condições ruins de trabalho, com falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e tendo de suportar até reclamações da população contra a gestão municipal.

“Somos pais e mães de família, trabalhamos para receber nosso salário. Temos que sustentar nossos filhos e pagar os cartões de crédito, pois os juros estão correndo”, destaca a secretária geral do Sindsaúde, Marta Brandão.

Para chamar a atenção da população e informar melhor sobre os motivos da manifestação, os trabalhadores decidiram fechar a rua algumas vezes. Eram minutos paralisando o trânsito e depois deixavam os carros passarem, pois o sindicato entende que a intenção não é prejudicar os motoristas, apenas informá-los sobre a situação no IDGS.

Por ser uma causa justa, a manifestação contou com a solidariedade do Sindiguardas, Aprospec (Associação dos Profissionais de Segurança Pública do Ceará), Sindicato dos Caminhoneiros, o vereador eleito Márcio Cruz e a vice-presidente da Aprospec, Ana Paula Brandão, representando os policiais militares e também o vereador eleito Capitão Wagner.


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