Visita de ministro da Saúde: hora de avançar

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A visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, hoje, a Fortaleza é uma boa oportunidade para uma noção mais aproximada da realidade da Capital nessa área. O fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) é uma meta aprovada pelo povo que quer mais agilidade nas providências, embora compreenda que avanços vêm ocorrendo e que a complexidade do problema não permite soluções fáceis.

Anuncia-se que o objetivo principal da visita será checar o andamento do programa S.O.S Emergências, no Instituto Dr. José Frota (IJF) e tomar conhecimento do diagnóstico realizado por técnicos do Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar.

Como se sabe, o IJF foi uma das 11 instituições selecionadas para a primeira fase do programa S.O.S Emergências, anunciado em novembro pela presidente Dilma Rousseff, com vistas à agilização de humanização do atendimento nos pronto-socorros dos hospitais públicos. Na ocasião, foram destinados R$ 39,6 milhões anuais para a primeira fase do programa nestas unidades.

O protocolo entre o Ministério da Saúde e o IJF foi assinado em 17/12/2011 e já apresenta alguns resultados como a abertura de duas novas enfermarias no IJF, com 10 leitos cada uma; parcerias com dois hospitais privados – o Pronto Socorro dos Acidentados e o Hospital Fernandes Távora – para a transferência de pacientes traumatológicos e neurológicos fora do perfil de alta complexidade do IJF; melhoras no acolhimento e classificação de risco e reforço na equipe de nutrição – segundo o governo municipal.

Há uma realidade bastante conhecida, no caso do IJF: o excesso de demanda por causa de pacientes de municípios interioranos e até de outros estados. Situação que começa a aliviar com os hospitais regionais erguidos pelo Governo Estadual com a ajuda do Governo Federal.

A demanda por assistência médica pública é avassaladora, existindo 145 milhões de pessoas dependentes exclusivamente do SUS. A universalidade dos serviços de saúde prestados por este programa é referencial no mundo. Mas é preciso ainda um grande esforço para aprimorá-lo, não só otimizando os recursos investidos, mas insistindo na busca de mais verbas. Onde buscá-las é uma decisão da sociedade.

Fonte: Jornal O Povo