CCT Filantropia – Trabalhadores tem reajuste garantido a partir deste mês de janeiro

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Graças a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, aprovada para dois anos, os trabalhadores terão reajuste pelo INPC, a partir deste mês, nos salários e benefícios.

Além da Santa Casa de Misericórdia(Fortaleza e Sobral), cumprem esta CCT o Hospital São Vicente, em Barbalha, o Hospital São Camilo e o ICC, entre outros estabelecimentos.

Os trabalhadores do nível médio da saúde que atuam na rede filantrópica de todo o Ceará terão reajuste salarial já a partir deste mês de janeiro. O reajuste previsto é de 10,16%, de acordo com o acumulado da inflação pelo INPC. O índice está previsto na CCT da categoria, fechado para dois anos (2021 e 2022).

Confira a cláusula Quinta da Convenção Coletiva de Trabalho da Filantropia (2021-2022) que assegura os reajustes em 2022:

“Em janeiro de 2022, as empresas reajustarão pelo INPC acumulado, de janeiro a dezembro de 2021, os valores de salários e benefícios. Parágrafo único: As partes se reunirão até janeiro de 2022 para discutir a previsão de piso para os demais empregados ainda não abrangidas pelo presente instrumento, bem como a licença para empregadas vítimas de violência doméstica.”

Confira como ficam os valores para a nova tabela de pisos:

Função TABELA TABELA
2021 2022
Técnico de Enfermagem R$ 1.197,00 R$ 1.318,62
Auxiliar de Enfermagem R$ 1.162,00 R$ 1.280,06
Recepcionista/Atendente R$ 1.140,00 R$ 1.255,82
Maqueiro/Auxiliar de Transporte R$ 1.130,00 R$ 1.244,81

 

Demais benefícios

As chamadas cláusulas sociais também serão reajustadas de acordo com o acumulado da inflação(INPC). Confira como vão ficar os novos valores:

Auxílio Babá/ Auxílio Creche – passa de R$ 140,54 para R$ 154,82.

Auxílio Funeral – passa de R$1.693,22 para R$ 1.865,25.

Aditivo à CCT

A proposta de aditivo à CCT da Filantropia foi encaminhada pelo Sindsaúde Ceará ao sindicato patronal em 18 de janeiro. Nela, é proposto um novo piso salarial. O aditivo traz ainda a proposta que trata sobre o abono de faltas por violência doméstica.

Ausências por violência doméstica

Esta era uma demanda da categoria que ganhou destaque durante a pandemia, com o aumento de casos de violência doméstica, que afetam tanto física como emocionalmente as empregadas. De acordo com a Cláusula Quarta da proposta de aditivo à CCT da Filantropia para 2022, trabalhadoras que sofrerem violência doméstica terão as faltas abonadas pelos empregadores.

Desta forma, o objetivo é incentivar que os atos de violência sejam denunciados e que a empregada tenha tempo para se recuperar e adotar as providências que o caso demandar.

De acordo com a proposta do Sindsaúde Ceará, a quantidade de ausências abonadas dependerá de cada caso, devendo ser negociado com o setor de recursos humanos da empresa, garantindo o mínimo três dias úteis para cada evento de violência doméstica. A empregada deverá apresentar boletim de ocorrência em até três dias úteis após o retorno da licença.

 

 

 

 

 

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