Sindsaúde convoca trabalhadores da rede privada para defender direitos conquistados
Atos serão realizados na quarta-feira, 15/02, em frente ao Hospital Antônio Prudente, e quinta-feira, 16/02, na Clínica Omnimagem (Tristão Gonçalves, 1349), às 6h30, e em frente à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, SRTE , Rua 24 de maio, ao lado da Praça da Estação, às 9h30.

Além de propor reajustes irrisórios, direitos como estabilidade da gestante e acompanhamento de filhos ao médico estão ameaçados. O fim de pisos salariais também está previsto na proposta patronal.
As negociações com os patrões vão de mal a pior. Na prática, o que os patrões estão fazendo é antecipar mais uma medida do governo golpista que massacra ainda mais os trabalhadores. A proposta é retirar direitos já conquistados por lei e em acordos e convenções anteriores, fazendo valer o negociado sobre o legislado, ou seja, rasgar a CLT e sacrificar os trabalhadores.
Enquanto o Sindsaúde propõe reajuste de 12% para todas as funções, os patrões da Rede Privada oferecem míseros 3,8% para os pisos e menos ainda, 3,5%, para quem ganha acima dos pisos salariais. Os índices não cobrem sequer as perdas com a inflação do período que foi de 6,58%. Pior ainda para os auxiliares de serviços gerais, serventes e zeladores, que, no que depender da vontade dos patrões, perdem o direito ao piso salarial e passam a ganhar o salário mínimo e nenhum centavo a mais. Confira a tabela com as propostas de reajuste do Sindsaúde e do sindicato patronal no final desta matéria.
Os patrões também querem retirar, por exigência do Hapvida, o maior grupo privado do Estado, a possibilidade do auxiliar de enfermagem ser enquadrado como técnico de enfermagem, desde que apresente inscrição de técnico no Conselho Regional de Enfermagem, o Coren.
E as maldades não param por aí! Confira mais perdas propostas pelos patrões da rede privada:
Fim do acompanhamento de filho ao médico – Acaba a dispensa sem prejuízo no salário uma vez por mês para acompanhar filho de até 10 anos ao médico. Para os patrões, filho só pode adoecer em dia de folga!
Fim da dispensa para consultas de pré-natal e redução da estabilidade da gestante – Além de acabar com a dispensa sem prejuízo no salário para as seis consultas(previstas na CLT) de pré-natal, os patrões querem antecipar medida da temerária reforma de previdência, reduzindo a estabilidade da gestante após o retorno da licença maternidade de 90 para 30 dias.
Redução de dispensas para prevenção ao câncer – Reduz de dois para um dia por ano o número de dispensas por ano para mulheres fazerem consultas e exames preventivos ao câncer de mama e colo uterino.
Dificultar o acesso ao adicional de estímulo – aumentar de 30 para 60 horas a carga horária dos cursos de qualificação para que o empregado tenha direito a um adicional de estimulo de 2,5% do salário. Este percentual já é insignificante e os empregadores ainda querem dificultar, inclusive exigindo que o curso tenha que ser reconhecido pelo MEC, quando na verdade o MEC só reconhece cursos de nível superior.
Congelamento dos valores do Auxílio Creche, Auxílio Babá e Auxílio Funeral – Os patrões ignoram a inflação e propõem que não haja reajuste do valor do auxílio creche e do auxílio babá que atualmente tem o valor de R$ 135,00 e R$ 120,00, respectivamente. Até os defuntos serão atingidos pela maldade patronal que congela também o valor do auxilio funeral.
Sindsaúde convoca trabalhadores à resistência!
É preciso resistir. Nenhum direito a menos. O Sindsaúde não usa convenção coletiva de trabalho para retirar direitos dos trabalhadores e sim para manter ou ampliar direitos. Se for pra retirar, não precisa de sindicato. Basta o patrão!
Vamos reagir. Na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, nesta quinta-feira, 16/02, vai ter nova mediação para a CCT 2017. Não vamos aceitar esse ataque aos direitos conquistados e principalmente às mulheres, que são maioria na categoria dos profissionais da saúde.
Crise para quem?
Os hospitais privados estão em plena expansão. O Grupo Free Life inaugurou em 2016 um hospital em Fortaleza. Já o Grupo HCor anunciou para este ano o início da construção de um complexo hospitalar do coração em Messejana, com orçamento inicial previsto de 1 bilhão de reais. O Monte Klinikum foi adquirido por um dos maiores grupos de saúde do país – a AMIL, enquanto seu dono já anuncia um grande hospital no Eusébio com inauguração prevista para este ano. O grupo HAPVIDA já iniciou a construção do hospital da mulher em Fortaleza. Com crescimento de 6,5% no número de clientes em 2016 e 250 unidades de saúde entre hospitais e clínicas próprias, o HAPVIDA é hoje o maior grupo de saúde do norte e nordeste e um dos maiores do país, inclusive com expansão para as áreas de jornal e TV. Pelo visto, a rede privada está se estruturando para colher os frutos do golpe. Com os ataques e sucateamento do SUS, as empresas privadas de saúde esperam receber mais clientes. Com o ataque aos direitos dos trabalhadores, as empresas esperam aumentar os lucros.
Confira a tabela com as propostas de reajuste do Sindsaúde e do sindicato patronal:
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