Servidores da saúde em greve fecham rua e ocupam prédio da SMS

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Após ocupação do prédio, uma comissão formada por vereadores, entidades e servidores foi recebida pela gestão da saúde do município.

A semana começou com mobilização dos servidores da saúde de Fortaleza. No primeiro dia de greve, o Sindsaúde, com o apoio do Sindifort, ocuparam a rua Barão do Rio Branco, em frente à Secretaria Municipal da Saúde, SMS, para cobrar o direito à Educação Permanente.

Também participaram da manifestação as centrais sindicais CTB e Intersindical. O movimento tem recebido o apoio de outras entidades sindicais e de vereadores.Entre as entidades que marcaram presença na atividade desta segunda-feira, 20/09, estão o Sindiguardas, Sindiodonto, Siantrans e Sindicato dos Bancários. Entre os parlamentares, marcaram presença as vereadoras Adriana e Louise, do mandato coletivo Nossa Cara, o vereador Gabriel e representação do agora deputado estadual Gulherme Sampaio.

Durante toda a manhã, os servidores protestaram com faixas e cartazes, com direito à paródia musical, com a pisadinha da Educação Permanente. Em alguns momentos, os manifestantes bloquearam a rua enquanto explicavam a motivação da greve.
Por volta das 11h30, os servidores entraram na SMS e ocuparam todo o térreo do prédio. Depois da ocupação, uma comissão foi chamada para tratar sobre a demanda da categoria.

A comissão, formada pelos vereadores Gabriel e Louise, pelo diretor do Sindsaúde, Quintino Neto, e representante do Sindifort e dos servidores foram recebidos pela secretária da saúde, Ana Estela, acompanhada de outros membros da gestão. Enquanto aguardavam, os servidores almoçaram, acomodados como foi possível.
Enquanto aguardavam o resultado da reunião, os servidores tiveram um momento de diversão com uma apresentação da humorista Luana do Crato, que levantou o ânimo dos manifestantes.

Ao final da reunião, os participantes passaram os informes. A secretária, mais uma vez, colocou uma limitação jurídica como dificuldade para atender a demanda dos servidores. Ela ficou de agendar uma reunião da categoria com o prefeito Sarto para o mais breve possível. Como resposta, os servidores decidiram manter a ocupação até que a prefeitura dê uma resposta concreta.

“Esperamos o bom senso do prefeito Sarto para atender aos servidores o quanto antes para que a greve seja encerrada com a garantia da inclusão desses profissionais na Política de Educação Permanente do município. É inadmissível que a gestão, além de não conceder esse direito aos concursados de 2015, ainda ameace quem já tem esse direito” – afirmou a presidente do Sindsaúde, Marta Brandão.

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