Sindsaúde Ceará ressalta coragem de equipe de enfermagem que denunciou médico estuprador

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Vídeo flagra momento do estupro contra paciente sedada durante cesárea – Foto: Reprodução TV Globo

Um caso que causou indignação em todo o país colocou mais uma vez em evidência o importante papel das equipes de enfermagem, técnicas(os) e enfermeiras(os). Foi graças à coragem e união da equipe, que foi produzida prova contra o médico anestesiologista Giovanni Quintela, preso em flagrante por estupro de vulnerável.

Segundo os profissionais que denunciaram o médico e chamaram a polícia, o médico sedava as mulheres na hora do parto para então abusar delas. Tudo ocorria dentro do centro cirúrgico, atrás do capote, tecido usado para limitar o campo de ação durante o procedimento cirúrgico.

Para garantir uma prova contra o médico estuprador, a equipe escondeu o celular em um armário e gravou o crime. Ele foi preso e agora é suspeito de cometer o mesmo crime contra outras pacientes.

O Sindsaúde Ceará, que representa essa categoria, muitas vezes tão desvalorizada pelos patrões e pelo Poder Público, sabe bem da rotina de desafios que técnicos, auxiliares e enfermeiras enfrentam no dia-a-dia. “É preciso ter coragem e ousadia para denunciar um médico. Muitas vezes, o medo de sofrer represálias paralisa esses profissionais, pois eles são o lado mais fraco nessa equipe de trabalho” – comenta Maria Duarte, diretora do Sindsaúde Ceará. “Eles agiram de forma inteligente e garantiram a prova do crime. Do contrário, seria a palavra deles contra a do médico e aí a gente sabe como essas histórias costumam terminar” – continua Duarte. “Precisamos valorizar e proteger esses profissionais para que não se calem diante dos erros e crimes que ocorrem no ambiente hospitalar. Com certeza, esse caso não é único e outros profissionais vão se sentir encorajados a denunciar. Queremos ambientes seguros para trabalhar e atender bem à população. Qualquer um de nós pode um dia precisar estar sedado em um centro cirúrgico e, com certeza, a gente vai querer um ambiente seguro, com proteção e cuidado” – finalizou Duarte, que é técnica de enfermagem.

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