Governo do Estado adia discussão de reajuste de servidores

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Na manhã desta sexta-feira, 22/01, entidades sindicais e associativas, organizadas no Fórum unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará – Fuaspec, reuniram-se na Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag) com representantes do Governo do Ceará. O Sindsaúde foi representado pelo diretor Messias Carlos de Sousa (2º da esq. para a direita).



O resultado da reunião não foi nada promissor. O Secretario de Planejamento, Hugo Figueiredo, informou que o governo só pretende definir reajuste de servidores ainda em abril, quando, segundo a desculpa da gestão, seria possível dimensionar os contornos da crise nacional. O Secretario adiantou ainda que agora em fevereiro o governo vai dar um reajuste de 8,43% (podendo chegar até 10,67%) para os servidores que recebem até R$ 830,00, elevando o salario destes servidores para R$ 900,31, o que não significa quase nada porque o Estado é obrigado a pagar o salario mínimo que passou para R$ 880,00, em janeiro.


 


Esse reajuste está previsto apenas para os servidores que ganham o salário mínimo do Estado (101 mais as gratificações) e não contemplará os técnicos e auxiliares de enfermagem nem os agentes comunitários de saúde (ACS) vinculados ao Estado. O FUASPEC entregou uma pauta ao governo onde solicia a reposição salarial de 10.67%, reerente ao índice do IPCA mais 2% de reposição de perdas. 



 


O Sindsaúde avalia que é inadmissível esta protelação por parte do governo. A inflação chegou a quase doze por cento em 2015. Os trabalhadores não podem pagar pelo resultado de uma crise política para a qual não contribuíram. Os servidores estão apenas reivindicando a reposição do poder de compra do salario, ou seja, inflação passada que já corroeu seu salário.



 


Na área da saúde, o Governo do Ceará já acumula a promessa de corrigir as distorções decorrentes da redução das gratificações.



 


A negociação com o governo na área da saúde só será viável se houver, pelo menos, a reposição da inflação e a correção das gratificações, sobretudo a de risco de vida.



 


A Presidente do Sindsaúde,  Marta Brandão, alerta que a proposta de reajuste apresentada pelo representantes do Governo, visando contemplar aproximadamente 20 mil servidores que ganham abaixo do minimo não atende aos anseios da categoria, pois sequer repõe a inflação dos últimos doze meses. Ela defende que “é preciso fortalecer a luta,  unindo todos os servidores em defesa de um reajuste digno e por melhores condições de trabalho”.