Greve na saúde
A greve começou nesta segunda-feira, 05/10, e os trabalhadores receberam o apoio do arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio Tosi.
Os trabalhadores decidiram parar as atividades em assembleia realizada pelo Sindsaúde, que representa a categoria, na última quinta-feira, 01/10, após ocupação do prédio do Hospital Universitário Walter Cantídio, HUWC. A greve dos trabalhadores da Sameac, Sociedade de Assistência à Maternidade Escola Assis Chateaubriand, foi iniciada nesta segunda-feira, 05/10.
A paralisação tem o apoio do Movimento em Defesa dos Trabalhadores da Sameac, do Movimento Crítica Radical e do Sindicato dos Trabalhadores da UFC.
Cerca de 700 trabalhadores sofrem a ameaça de demissão em massa. Na última semana, a situação se agravou com a divulgação de um anúncio feito pela UFC e EBSERH de um calendário de demissões que previa 30% de trabalhadores da Sameac demitidos em setembro, outros 30% em outubro, mais 30% em novembro e os 10% restantes em dezembro, totalizando 100% dos trabalhadores. Muitos desses trabalhadores tem cerca de 30 anos de serviços prestados nas unidades de saúde e estão próximos de se aposentar, o que tem causado ainda maior sofrimento.
Durante a manhã, em ato realizado em frente à Maternidade Escola, foi divulgada uma carta do arcebispo de Fortaleza Dom José Antônio Tosi em apoio aos trabalhadores, solicitando ao Ministério Público a manutenção dos empregos e a busca de uma solução mais humana para a questão, mesmo com a situação de instabilidade econômica do país.

Os trabalhadores reivindicam a renovação dos contratos da Sameac com a UFC por cinco anos, como aconteceu no Paraná, em 2014, quando trabalhadores da Fundação da Universidade Federal do Paraná viviam uma situação semelhante.
Os trabalhadores finalizaram nesta manhã junto aos dirigentes do Sindisaúde as escalas de greve, cumprindo assim o que determina a lei. Durante o movimento, permanecerão trabalhando, em regime de rodízio, o contingente de um terço dos empregados, conforme ofício entregue aos gestores da Sameac.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Sindsaúde – Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Ceará












