Sindsaúde reforça investigações do Ministério Público, que pede o cancelamento do carnaval de Aracati

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O Sindsaúde apresentou nesta segunda, 25/01, denúncia de atraso no pagamento de trabalhadores da saúde de Aracati.


 


Primeiro a obrigação, depois a diversão. Se os gestores de Aracati refletissem sobre esse ditado popular, certamente tratariam de colocar em dia os pagamentos em atraso dos prestadores de serviço na área da saúde antes de gastar com os festejos carnavalescos. 


 


Nesta segunda-feira, 25/01, o Sindsaúde entregou ofício na Promotoria de Justiça  da comarca de Aracati denunciando que a Prefeitura daquele município não pagou os salários de novembro e dezembro de 2015 aos prestadores de serviço na área da saúde. Ao todo, são cerca de mil pessoas que estão sofrendo restrições, inclusive de alimentos, por conta do descaso do prefeito Ivan Silvério.


 


Segundo o Ministério Público Estadual, que ingressou com ação civil pública, pedindo a não realização do carnaval popular em Aracati, a prefeitura do município pretende gastar no carnaval deste ano cerca R$ 2.400.000,00(dois milhões e 400 mil reais). A promotora de Justiça, Virgínia Navarro, apurou ainda que a prefeitura colocou no orçamento do carnaval o fornecimento de 13.000 quentinhas para a equipe de apoio. A quantidade seria suficiente para alimentar toda a população da cidade vizinha de Fortim. Em nota divulgada para a imprensa, a Promotoria de Justiça da comarca de Aracati afirma que o município passa por sérias dificuldades financeiras, o que tem comprometido seriamente os serviços públicos essenciais, com atrasos em pagamentos, não repasse de empréstimos consignados, falta de recursos para aparelhar o Conselho Tutelar, entre outros diversos problemas. 


 


O Sindsaúde, assim como a promotoria de Justiça, esclarece que não é contra o carnaval. E defende: primeiro a obrigação. Depois, a diversão!


 


Com informações da Assessoria de Comunicação do Sindsaúde – Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Ceará